MUNDO
ESPÍRITA OU DOS ESPÍRITOS
CAPÍTULO XI – OS TRÊS REINOS
Os minerais e as plantas
587. Experimentam sensações?
Sofrem quando as mutilam?
“Recebem
impressões físicas que atuam sobre a matéria, mas não têm percepções. Conseguintemente,
não têm a sensação da dor.”
Sensibilidade das plantas
Em se falando das plantas,
devemos dizer como "O Livro dos Espíritos": "recebem impressões
físicas", pois elas têm vida. É um princípio de emoção que ocupa seu
rudimentar "psiquismo". Como a vida, sob a ação do tempo e a força do
progresso, tudo cresce, tudo melhora, dentro dos estímulos de Deus.
Quando as plantas são mutiladas, não sentem dor como os homens, claro que não; no entanto, a "dor" é sentida em outra dimensão. Como podemos dizer que os extremos se parecem; no caso de Jesus, não podemos comparar a dor dos homens com a dor do Mestre, em se submetendo aos castigos dos velhos sacerdotes judeus, subindo o Calvário com a cruz . A dor de Jesus estava em outra dimensão, que os homens não podem ainda compreender, como não podem entender a dor da planta.
O progresso na área vegetal
é maravilhoso! Quem não nota? O simples observador não deixa escapar as
diferenças: as plantas silvestres são mais grosseiras, as domésticas mais
suaves. Como comparar uma rosa de um jardim, onde o amor lhe serve de alimento,
a uma flor dos campos? É que as plantas e os animais recebem dos homens que
deles cuidam algo que desconheces, rumo à intelectualização da matéria. Assim,
tudo que rodeia os homens, que se encontra lado a lado com eles, está recebendo
destes e doando energias sublimadas que os fazem crescer e se expressar como
melhora na escala do seu reino.
Se os homens fossem
conscientes de determinadas verdades, no que tange ao beneficio que recebem do
ambiente em que vivem, eles, os dotados de razão, iriam cuidar mais dos
minerais, das plantas e dos animais domésticos. Sem eles, talvez seria muito
pior para se viver na Terra.
Troca amor e carinho com
esses reinos, com toda a natureza, que teu porte de vida mudará para os rumos
da felicidade e, ainda mais, farás amizade com os Espíritos que vigiam e
protegem todos esses reinos da natureza. Olha para cima e ama o Sol, doador
incomparável; ama as estrelas. Tudo que circula nesse espaço de Deus está cheio
dos agentes de vida, irradiando-se para todos os lados.
Mesmo nos reinos mineral e
vegetal existem variações incontáveis de estado evolutivo. Podes perceber com
facilidade: compara a pedra bruta ao cristal de rocha, que verás o trabalho do
progresso; compara o suíno ao elefante, o cavalo, o macaco e mesmo alguns
peixes. O despertamento deles é diversificado na escala da vida, mas todos
vivem e são filhos do Foco Divino, nascidos do Divino Amor. Existem árvores
que, por incrível que pareça, mudam de lugar em alguns metros durante sua
existência; é uma força que lhes impõe isso, em busca da condição de animal.
Se as plantas pensassem como
os homens, ou mesmo como os mais primitivos, se defenderiam quando mutiladas
pelos inconscientes e soltariam um galho em direção aos agressores, para se
defenderem, como acontece com certos animais, que têm o instinto de defesa mais
aguçado.
O livro dos Espíritos. Allan Kardec. Tradução de Guillon Ribeiro. FEB, DF.
Filosofia espírita. Psicografada por João Nunes Maia/Miramez. Fonte viva, Belo Horizonte. 10 volumes.
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