MUNDO
ESPÍRITA OU DOS ESPÍRITOS
CAPÍTULO XI – OS TRÊS REINOS
Os animais e o homem
595. Gozam de livre-arbítrio
os animais, para a prática dos seus atos?
“Os
animais não são simples máquinas, como supondes. Contudo, a liberdade de ação,
de que desfrutam, é limitada pelas suas necessidades e não se pode comparar à
do homem. Sendo muitíssimo inferiores a este, não têm os mesmos deveres que
ele. A liberdade, possuem-na restrita aos atos da vida material.”
Livre-arbítrio nos animais
Em se falando no
livre-arbítrio, podemos dizer que os animais o têm; no entanto, ele é tão
restrito, que foge à nossa percepção.
Cumpre a nós outros dizer que a liberdade dos animais é restrita às suas necessidades, ao passo que nos homens ela é mais avançada, por ter sido a razão entregue a eles pelas mãos de Deus, através dos tempos. Se o animal não pensa como os homens, não tem função neles o raciocínio, portanto não sabem escolher além das suas necessidades físicas.
Devemos estudar mais os
reinos que nos são inferiores, bem como os superiores. É nesses esforços que
vamos compreendendo a vida na sua mais alta dimensão. Uma certeza temos: Deus é
o planejador de tudo e da Vida Maior na qual absorvemos mais vida.
Os animais não são simples
máquinas automáticas; eles têm um princípio espiritual que cresce em maturidade
através dos séculos e milênios. Como já falamos em mensagens anteriores, os
animais, mesmos os mais rudimentares, estão em busca da luz, e neles se
encontram guardados os talentos divinos a serem desabrochados, e mais tarde
irão gozar das delícias que os anjos estão gozando, fruto do tempo e dos
esforços individuais de cada ser.
Assim como observadores
estudam o organismo humano e ainda não o compreendem suficientemente, muitos
outros estudam os organismos dos animais e registram, nas suas anotações, que
existe uma força inteligente que comanda esses organismos, como no dos seres
humanos.
Deus está em tudo, no
comando de todas as coisas. Existe uma mente instintiva programada em todas as
criaturas; de acordo com a evolução, ela age com maior ou menor sabedoria, com
maior ou menor exatidão. É Deus se mostrando como luz, para o entendimento de
todos os observadores. Se os animais gozassem de liberdade, o que seria do
mundo? A falta de razão neles é um freio, por terem o mundo mental que assimila
a educação. Somente as almas já preparadas na forja do tempo e do espaço
possuem o livre arbítrio; mesmo assim podes notar o que os homens, ou a maioria
deles, fazem da liberdade que possuem.
Jesus foi uma bênção de Deus
mandada à Terra, em favor das desenfreadas paixões dos que pensam. O Mestre
desceu à carne para ensinar aos faltosos e aos ignorantes, a respeitarem as
leis de Deus, irradiando-se em todo o mundo.
Não vim chamar justos, e,
sim, pecadores ao arrependimento. (Lucas, 5:32)
Os céus vieram à Terra
comandados pelo Governador do planeta, para consolar aos sofredores, dar pão
aos que tinham e têm fome, e instruir aos ignorantes. E a Doutrina Espírita,
sendo a mesma luz, não faz outra coisa a não ser a vontade do Mestre dos
mestres.
O Cristo subiu aos céus na
Sua grandeza, mas deixou junto a nós grandes almas instruídas, para nos
instruir; ensinou a elas o amor, para que elas nos ensinassem a amar igualmente.
E ainda disse, tomado de amor: "- Se eu não for, não poderei enviar outro
consolador, que ficará convosco eternamente."
Eis aí o consolador, o
Espírito de Verdade em forma de uma doutrina, para que todos possam desfrutar
da luz de Deus em formas variadas.
O livro dos Espíritos. Allan Kardec. Tradução de Guillon Ribeiro. FEB, DF.
Filosofia espírita. Psicografada por João Nunes Maia/Miramez. Fonte viva, Belo Horizonte. 10 volumes.
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