AS
LEIS MORAIS
CAPÍTULO I – A LEI DIVINA OU NATURAL
Caracteres da lei natural
614. Que se deve entender
por lei natural?
“A
lei natural é a lei de Deus. É a única verdadeira para a felicidade do homem.
Indica-lhe o que deve fazer ou deixar de fazer e ele só é infeliz quando dela
se afasta.”
Lei natural
A resposta do benfeitor
espiritual à pergunta focalizada esclarece:
A lei natural é a lei de Deus. É a única verdadeira para a felicidade do homem. Indica-lhe o que deve fazer ou deixar de fazer e ele só é infeliz quando dela se afasta.
O sofrimento da humanidade
é, pois, o afastamento da lei de Deus. O homem a conhece mais pela intuição,
dependendo dos seus sentimentos.
Quando Jesus disse:
"batei e abrir-se-vos-á", mostrou-nos os caminhos para o conhecimento
de todas as leis da criação. Bater às portas espirituais é buscar com interesse
de aprender, é aplicar o esforço próprio todos os dias, é orar e vigiar. As
intenções muito valem no aprendizado de cada criatura de Deus.
Podemos voltar ao assunto
anterior, no que se refere a fazer a vontade de Deus e a Sua justiça, que o
mais virá por acréscimo de misericórdia. Se queres compreender a vontade de
Deus, analisa pacientemente seus feitos extraordinários, medita na criação, na
vida que circula no universo, na inteligência que modela todas as formas e na
expressão de vida que existe em tudo. Basta conhecer-se a si mesmo, para não
negar a Força Soberana que nos dirige e protege.
Quando Jesus se referiu à
natureza, focalizando as flores, como no caso dos lírios dos campos, disse Ele
com o esplendor de Sua inteligência: Eu, contudo, vos afirmo que nem
Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles. (Mateus, 6:29)
A inteligência humana perde
para a lei da natureza e, neste caso, no processamento das roupas naturais das
flores, vemos que nem o rei, que se vestia com apuro, com linho e ouro dos mais
requintados, onde mãos hábeis trabalhavam com perfeição, se vestia como uma
simples flor, trabalhada pela natureza, no silêncio da sua expressão. As flores
são como beijos das árvores, em gratidão ao Seu criador.
A lei natural se divide ao
infinito e nos mostra toda a vida envolvida no amor, que é a fonte de toda
beleza. Jesus nos pede para que vigiemos e oremos, no sentido de que, nesse
clima, nos encontraremos frente a frente com as leis naturais que nos protegem,
como sendo as próprias mãos de Deus estendidas para as criaturas.
A humanidade tem de se
voltar para a natureza: ela é mãe bondosa e santa, que sabe preparar o alimento
em todas as faixas da vida, para as vidas dos Espíritos, em todas as escalas a
que pertencem.
A harmonia na mente é lei
natural, de onde vertem todas as qualidades.
A desarmonia altera todas as
qualidades nobres das criaturas, logo, é antinatural.
As palavras bem postas nos
lábios, pronunciadas na ordem do amor, nos trazem um bem-estar indizível.
O verbo desorientado
perturba o ambiente em que vivemos, e estraga muitas possibilidades de quem
deseja viver bem.
O amor, na sua estrutura
espiritual, ensinado por Jesus, é fonte de felicidade.
O ódio, inversão do amor,
desespera quem o provoca, dando a entender que, por onde ele passa, somente
deixa morte.
Se procurarmos as leis
naturais que moralizam, passaremos a viver bem em todas as sequencias de vida;
se as esquecermos, seremos infelizes, conforme afirma o benfeitor espiritual:
só é infeliz quando dela se afasta.
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