MUNDO
ESPÍRITA OU DOS ESPÍRITOS
CAPÍTULO XI – OS TRÊS REINOS
Os animais e o homem
602. Os animais progridem,
como o homem, por ato da própria vontade, ou pela força das coisas?
“Pela
força das coisas, razão por que não estão sujeitos à expiação.”
Os animais progridem?
Certamente que os animais
progridem, entretanto, o fazem pelas circunstâncias, e não por sua vontade.
Eles estão sujeitos ao progresso que domina toda a criação, na lentidão que lhe
é própria, no entanto, os animais, não tendo vontade, não tendo alcançado a
razão, o progresso somente atinge suas vidas na parte que pertence à natureza.
No que toca ao homem, o progresso se manifesta pelo poder da vontade, onde a
inteligência abre caminhos novos para as criaturas crescerem. É por isso que os
animais não respondem pelo que fazem. São crianças em relação aos homens, mesmo
aos mais ignorantes. O progresso dos animais obedece ao determinismo, por não
serem eles conscientes da vida nem do que fazem; são movidos pelo instinto, que
é uma força programada, quase como o computador. Tudo que eles fazem é por
instinto, e o que fazem a mais é induzido pelos homens. Se agem errado, os
próprios homens é que irão responder por seus atos fora da lei de amor.
Os seres humanos estão sujeitos à expiação por terem certo livre arbítrio; eles escolhem certas conveniências e o Senhor o permite para lhes dar uma lição, e fazê-los conhecer a lei de justiça e de amor.
Não podem os animais
progredirem pelo ato da própria vontade, pois eles ainda não a têm. A sua
evolução é lenta. O animal de milhares de anos atrás é o mesmo, em se tratando
da vida material. Como já falamos anteriormente, o latido do cão é o mesmo de
antes e de agora; os pássaros cantam e voam do mesmo modo, e assim é com os
outros animais. Não houve nenhuma evolução moral; somente depois da razão é que
eles, em outros corpos, darão os primeiros passos no seu despertamento
espiritual. Isso é a sabedoria de Deus, para a paz de todas as criaturas.
Se, com os homens, a
observação nos mostra o quanto vivemos brigando, odiando e nos matando em
guerras fratricidas, podemos analisar: se os animais tivessem razão para fazer
o mesmo que os homens, em que se tornaria a vida na Terra? Os homens ainda continuam
sendo animais nas suas ações. A bondade de Deus enviou o Seu próprio Filho para
sugerir a paz entre eles, e o que fizeram eles, ou nós, com Aquele que
representava o amor de Deus?
E os que detinham Jesus
zombavam Dele, e davam-Lhe pancadas. (Lucas, 22:63)
Se ao próprio Mestre, os
homens não pouparam, quanto mais aos Seus irmãos comuns, que andam com eles a
caminho, que merecem, por lei divina, serem amados, como ensinam os
mandamentos? Os animais progridem, mas, graças a Deus lentamente, para que haja
paz para os homens que estão sempre em guerras.
Os animais que sofrem, como
deves observar, não é pela lei de justiça; é pelo processo natural, para o
despertamento dos talentos que existem, que deverão se processar lentamente,
igualmente. As provações e expiações por que os homens passam, são pioradas
pelo tribunal que têm nas consciências, e que os acusa permanentemente. Então,
os sofrimentos são maiores, muito maiores que nos animais, que sofrem mais ou
menos como as crianças, mas não são acusados pela justiça interna.
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