AS
LEIS MORAIS
CAPÍTULO I – A LEI DIVINA OU NATURAL
Conhecimento da lei natural
622. Confiou Deus a certos
homens a missão de revelarem a Sua lei?
“Indubitavelmente.
Em todos os tempos houve homens que tiveram essa missão. São Espíritos superiores,
que encarnam com o fim de fazer progredir a Humanidade.”
Missionários
Deus confiou a certos homens
a missão de ajudar a humanidade a sentir e compreender as leis imutáveis que
garantem a vida e sustentam a paz em todos os reinos, e essas leis devem ser
respeitadas pelas criaturas. Em todos os tempos, houve homens que tiveram essa
tarefa de revelar as leis já estabelecidas pelo Criador.
É conveniente que busquemos estudar todas as vidas nobres que já passaram pelo planeta, para encontrarmos nelas os princípios desta ordem estabelecida peia Divindade. Como fazer progredir a humanidade, a não ser por esse incentivo santo, o respeito pela harmonia em forma de íeis que nos ajudam na nossa disciplina espiritual?
Em um planeta não encarnam
somente almas de determinada evolução; as escalas a que pertencem são
variáveis, porque as operações são inúmeras. Cada um se encontra em uma faixa,
desempenhando missão diferente mas, sob a direção das mesmas leis; porém, a
obediência é de acordo com a faixa a que pertence.
Deus é amor, e Ele ama a
Seus filhos, sem que o amor saia da justiça. Ele dá tudo a todos, na mesma
dimensão que a fraternidade nos mostra. Podes verificar a grandeza de Deus,
pelos pais da Terra, que diante do Senhor servem de pálida expressão. É o
próprio Evangelho que nos interroga desta maneira: Ou qual dentre vós é o
homem que, se porventura o filho lhe pedir pão, lhe dará pedra? (Mateus, 7:9)
Se assim podemos analisar, o
raciocínio nos responde que a bondade de Deus é tão grande que não cabe na
dimensão estreita das nossas comparações. E passamos a confiar n'Ele, mais do
que antes. Ele escapa ao nosso raciocínio, passa pela intuição, deixando
rastros de luz, a nos dizer sem palavras que no amanhã, poderemos entendê-Lo
com mais profundidade, porque agora nos faltam faculdades para tal compreensão,
que confundem até os Anjos.
O espírita, diante de tantas
ofertas no aprendizado, deve ponderar nas suas perguntas, por vezes exageradas,
e ir pacientemente nos caminhos da verdade, porque ela, a verdade, liberta,
mas, no exagero confunde. Qualquer escada que nos leve para o alto é bom que
seja galgada de degrau a degrau, para alcançarmos, assim, o cimo com confiança
e maior segurança no que estamos fazendo.
A luz é indispensável em
todos os trabalhos dos homens e a nós outros da espiritualidade, no entanto,
ela, em excesso, nos ofusca, confundindo nossos sentidos. Como ver a Deus face
a face, se não suportamos ainda nem a luz do Sol mais de perto? E esta estrela
que nos alimenta, diante de Deus, pode-se dizer que não existe, dada a sua
pequenez em relação à grandeza do Pai.
Deus confiou Jesus como
Pastor para nos guiar desde o princípio das coisas na Terra. Ele, para nós, é
verdadeiramente o caminho, a verdade e a vida. Deveremos passar por Ele para
encontrarmos a paz de consciência e os nossos esforços receberão prêmios de luz
pela nossa movimentação no bem e na caridade.
Deus confiou a Jesus nos
orientar, e Jesus confiou igualmente essa tarefa a milhares de obreiros
sinceros: a missão de caminhar conosco nos roteiros do mundo cheios de espinhos,
nos dando exemplo de confiança, adquirindo experiências para a nossa libertação
espiritual. Respeitamos, pois, a todos que trabalham para o bem comum e, muito
mais, a quem nos ensina a amar por amor a Jesus, porque a segurança de todos
nós se encontra na vivência, copiando quem viveu a verdade.
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