AS
LEIS MORAIS
CAPÍTULO IX – LEI DE IGUALDADE
As provas de riqueza e de miséria
815. Qual das duas provas é
mais terrível para o homem, a da desgraça ou a da riqueza?
“São-no
tanto uma quanto outra. A miséria provoca as queixas contra a Providência, a riqueza
incita a todos os excessos.”
A mais terrível
Não existem provas piores
nem melhores; elas são paralelas às necessidades do aprendiz. Deus não põe
fardo pesado em ombros frágeis, isto nos diz o Evangelho de Nosso Senhor. A
cruz que se carrega na vida, foi estruturada, medida e pesada, para que se
possa caminhar com coragem. As reclamações são mostras de Espírito fraco, que
ainda não recolheu a experiência necessária nas lutas terrenas.
As mensagens do além que descem sem cessar para os homens, mostram os deveres de cada criatura ante os compromissos assumidos. Na consciência se encontra o registro do que se compromete com Deus, e Ele, o Soberano Senhor, conhece e tem paciência com Seus filhos. Mas, Ele não retira dos seus caminhos os professores que os possam educar e instruir. Tanto a riqueza quanto a pobreza têm o mesmo peso, em se somando suas dificuldades e sua força de corrigir as criaturas.
Uns lamentam, outros
desprezam as oportunidades valiosas, que deverão reconhecer depois do túmulo.
No entanto, não se pode dizer que o pobre é o bem-aventurado: isso depende do
seu comportamento na vida com a prova da miséria. Não se pode dizer que o rico
é o que goza do bem-estar, que Deus o premiou com os bens terrenos. Todos estão
na mesma faixa de provas e podem ou não sair-se bem delas, dependendo do grau
já alcançado na escala da evolução espiritual. Não devemos julgar, mas podemos
analisar em silêncio e tirar dessas deduções experiências para o nosso caminho.
Sofreremos muito mais, se já
conhecemos as leis de Deus e não vivemos de acordo com elas. Se o Evangelho de
Jesus já está em nossas mãos e em nossa consciência, não percamos a
oportunidade de vivê-lo, pelo menos de começar essa vivência. Com o tempo,
passaremos a gozar das delícias de urna consciência em paz.
Novamente, vamos lembrar
Lucas, no capítulo doze, versículo quarenta e sete:
Aquele servo, porém, que
conheceu a vontade do seu Senhor e não se aprontou, nem fez conforme a Sua
vontade, será punido com muitos açoites.
Conhecer é muito bom, mas
traz para todos nós responsabilidades maiores, porque, conhecendo e nos fazendo
de esquecidos, seremos açoitados pelas provas, qual o boi que sai do seu
carreiro: o vaqueiro sabe corrigi-lo, e a lei de condicionamento faz lembrar ao
mesmo animal, quando pensar em afastar do rebanho, o ferrão do condutor. Assim
acontece com os seres humanos.
As provas são variáveis, e
nos parece que não existe maior nem menor; todas são iguais, de acordo com as
necessidades do aprendiz em questão. Se a miséria provoca as queixas, as
riquezas impulsionam para os excessos de todas as ordens. O pobre geralmente
deseja ser rico, e o rico, quando no mundo espiritual, deseja ser pobre na sua
volta para o mundo físico. Qual dos dois está certo? São lições diferentes,
diplomas necessários aos homens, que somente o recebem pelo processo das vidas
sucessivas. Tal é a lei.
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