Idolatria moderna

Ídolo na Bíblia é sempre uma representação de alguma coisa real que as pessoas real que as pessoas consideram Deus. Elas lhes dedicam amor, adoração, orações e ofertas; esperam respostas às orações pedindo proteção. Em outras palavras, a idolatria é a tendência da humanidade de atribuir valor e poder religioso ou sagrado a alguma coisa natural.

Não está errado fazer a estátua de uma pessoa ou um animal, como também não é errado apreciar coisas, animais ou a natureza. O mal, a Bíblia nos diz, está em confundir duas ealidades diferentes. Isaías nos diz que um ídolo é apenas um pedaço de madeira. Mas, para aquele que o adora, um ídolo não é valorizado por si mesmo. É o símbolo de uma realidade religiosa, ou um deus.

As pessoas nos dias de hoje são geralmente de opinião que aqueles cultos pagãos e idólatras desaparecem de nossas vidas. Não adoramos mais imagens de animais e na Igreja Católica Romana tem-se traçado uma distinção cuidadosa entre o que é oferecido a um santo ou à Virgem e a adoração dada a Deus.

Mas, sem perceber, nosso mundo civilizado está cheio de ídolos. Não são os mesmos, digamos, das religiões africanas. Temos os nossos próprios. Um texto da Bíblia pode indicar em que eles consistem. Paulo escreve que “a cobiça é idolatria”. Em outras palavras, o amor ao dinheiro, o desejo de ter mais e mais, confiar no dinheiro – isso é idolatria.

Segurança final
  1. Em que ou em que colocamos a nossa confiança (ou fé)?
  2. Onde buscamos segurança e felicidade?
  3. Quem esperamos que garanta o nosso futuro?
  4. Quem achamos que pode resguardar nossa liberdade?
  5. Em quem acreditamos no que se refere à verdade?
  6. Como explicamos nossas origens?
Se formos sinceros, veremos rapidamente que, mesmo sendo cristãos, mesmo se oramos, na realidade estamos buscando outras certezas e outras realidades. E é aí  que jaz a nossa idolatria.


  1. Cremos que o dinheiro é nossa melhor garantia. É isso que nos dá confiança para os dias futuros, ou permite que sejamos felizes – dinheiro junto com seguro de vida.
  2. Cremos que o governo é o agente de nossa segurança. Dele esperamos justiça, boa organização e até mesmo verdade. Isso em diversos tipos de estado; há uma idolatria das democracias liberais como também dos estados comunistas. Mas é preciso dizer que o comunismo é todo um sistema de idolatria. Muitos estudos têm mostrado quanto o comunismo é uma verdadeira religião, com seus livros sagrados (Marx), seu clero (o partido); seu paraíso (a promessa do mundo logo se realizando); seu critério para ortodoxias e heresias, e seu culto (o culto da personalidade, como a de Stalin, Mao, Tito...). Temos nesse caso uma idolatria altamente eficiente – embora o capitalismo seja uma forte rival.
  3. Também fazemos da ciência um ídolo. Aqui está a estrada para a verdade, cremos. E buscamos a ciência para resolver todos os nossos problemas. Esperamos que ela nos leve ao nosso destino, explique nossas origens e esclareça todas as outras coisas. E essa idolatria (é mais a atitude do homem comum não-cientista do que da maioria dos cientistas) substitui o amor ao Deus de Jesus Cristo.
Essas são, pelo menos, as três grandes idolatrias modernas: dinheiro, governo e a ciência. Nenhum deles, naturalmente, é mau em si mesmo, como não eram os bois e as águias de antigamente. O que os transforma em ídolos é a nossa atitude idólatra para com eles, que os coloca em total oposição a Deus, radicalmente ruins.

Finalmente, devemos incluir algumas das crenças modernas: a idolatria do guru, do profeta, do criador de mitos moderno, tudo se espalhando de maneira espantosa. É preciso declarar que tudo isso, sem exceção, fica sob a condenação divina a toda idolatria e falsa religião. Não pode haver lugar no coração humano para, o Deus de Jesus Cristo e o amor a qualquer um desses poderes.

Fonte: Fundamentos da Teologia Cristã, pág. 166.

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