A alma é imortal – Parte 5

121. Na experiência seguinte, o duplo logrou provar a sua presença por uma ação física. Devemo-la à sra. Morgan, esposa do professor que escreveu o livro Da Matéria ao Espírito. Delanne transcreve ainda mais dois relatos que mostram que os Espíritos de vivos, quando desdobrados, podem produzir efeitos físicos onde apareçam. (Págs. 139 a 141)

122. Os fatos até aqui relatados, diz Delanne, firmam a realidade dos fantasmas de vivos, isto é, a possibilidade, em certos casos, do desdobramento do ser humano. Tais aparições, como vimos, reproduzem em todas as suas minúcias o corpo físico e manifestam, por vezes, a sua realidade por meio de deslocamentos de objetos e por meio da palavra. Há, porém, pessoas que insistem em explicá-los com a hipótese da alucinação telepática. (Págs. 141 e 142)

123. Se as razões até aqui apresentadas não puderam convencer todos os leitores, os fatos seguintes bastarão para mostrar, com verdadeiro rigor científico, que a alma é, efetivamente, a causa eficiente de todos esses fenômenos. Falamos da fotografia do Espírito fora do seu corpo, caso em que a chapa fotográfica é testemunho irrefutável da realidade do fenômeno. (Pág. 142)

124. Em sua obra Animismo e Espiritismo, o sr. Alexandre Aksakof apresenta numerosos exemplos de fotografias transcendentais, a que Delanne recorre amiúde na seqüência deste livro. (Pág. 142)

A alma é imortal – Parte 6

151. O Sr. Aksakof, em experiência realizada com Kate Fox, observou certa vez que, enfulijada a mão fluídica da médium, a fuligem foi transportada para os seus dedos materiais, que estavam imobilizados pelo pesquisador. (Pág. 165)

152. No seu tratado de Magia Prática, Papus refere o caso de um oficial russo que, presa de obsessão por uma individualidade encarnada, lançou-se de espada em punho sobre a aparição e lhe fendeu a cabeça. O ferimento feito no perispírito se reproduziu na mulher causadora do fenômeno, que, devido a isso, acabou morrendo. (Pág. 165)

153. Dassier cita muitos casos semelhantes extraídos dos arquivos judiciários da Inglaterra. O caso Joana Brooks é um deles. Quando alguém disse que estava vendo o Espírito de Joana, então desdobrada, um dos presentes saltou e deu um golpe de punhal no lugar indicado. O vidente disse que a mulher ficara ferida na mão. Indo no dia seguinte à casa da feiticeira, eles verificaram que ela estava realmente ferida. (Pág. 165)

154. Delanne relata, em seguida, uma série de evidências da existência do perispírito a partir dos efeitos que se produzem em certos pacientes hipnotizados, quando se aproximam de seu corpo determinadas substâncias. (Pág. 166)

A alma é imortal – Parte 7

181. A última aparição de Katie, conforme relatado pelo jornal The Spiritualist de 29/5/1874, ocorreu numa sessão dirigida por William Crookes. Florence Cook se deitou no chão, com a cabeça sobre um travesseiro, após ser conduzida por Crookes ao gabinete mediúnico. Katie apareceu logo em seguida, vestida de branco, enquanto a médium trajava um vestido azul-claro. Após distribuir flores aos presentes, escreveu cartas de adeus a alguns amigos, pondo-lhes a assinatura: Annie Owen Morgan, seu verdadeiro nome na última existência terrena. Depois, com uma tesoura, cortou uma mecha de seus cabelos, oferecendo certa porção deles a cada um, fazendo o mesmo com o seu vestido. (Págs. 192 e 193)

182. Ao fim da sessão, após transmitir diversas instruções ao Sr. Crookes, Katie penetrou no gabinete e despertou a médium, que lhe pediu, banhada em lágrimas, que se demorasse mais um pouco. Katie lhe disse, porém, que havia cumprido a sua missão e que, por causa disso, deveria partir, como de fato ocorreu. (Pág. 193)

183. As aparições de Katie King foram tantas, que não se pode duvidar um instante sequer de que fosse um Espírito que assim se manifestava; contudo, não era possível verificar-se-lhe a identidade, visto que, segundo informara, ela havia vivido muitos séculos antes, sob o reinado de Carlos I, com o nome de Annie Owen Morgan. (Pág. 194)

A alma é imortal – Parte 8

210. Abrindo este capítulo, Delanne diz que seu objetivo é mostrar que os principais ensinos do Espiritismo decorrem de estudos minuciosos, harmônicos com as concepções modernas e constituindo uma filosofia religiosa de imponente realidade. Dito isso, ele passa a reportar, de forma reduzida, as informações contidas no cap. VI, “Uranografia geral”, de “A Gênese”, de Allan Kardec, a respeito do espaço, do tempo e da matéria. (Págs. 212 e seguintes)

211. A par dos textos extraídos d’ A Gênese, o autor consignou nesta obra algumas informações interessantes sobre o assunto: I) Tales de Mileto reconheceu a esfericidade da Terra e a causa dos eclipses. II) Pitágoras ensinava o movimento diurno da Terra sobre seu eixo e seu movimento anual em torno do Sol, e ligou os planetas e os cometas ao sistema solar. III) Segundo Sir Charles Lyell, que empregou os métodos usados em Geologia, mais de 300 milhões de anos transcorreram depois da solidificação das camadas superficiais do globo terrestre. (Págs. 214 a 216)

212. As ciências físicas admitem - diz Delanne - que todos os corpos têm suas moléculas animadas de duplo movimento: de translação ou oscilação em torno de uma posição mediana e de libração (balanço) ou de rotação em torno de um ou de muitos eixos. Esses movimentos se efetuam sob a influência da lei de atração. (Pág. 220)

A alma é imortal – Parte 9

240. Após relatar algumas das providências tomadas pelos mais célebres investigadores, Delanne fala dos moldes de membros corporais obtidos nas sessões e acrescenta as razões pelas quais é impossível aí a fraude. (Pág. 255)

241. Seria a aparição um desdobramento do médium? Em muitos casos, sim, é isso que se dá; contudo é muito simples distinguir-se uma bilocação do médium de uma materialização de Espírito. Se o fantasma se parecer com o médium, tudo indica que se trata da exteriorização do seu perispírito. (Pág. 255)

242. O Sr. Brackett diz ter visto centenas de formas materializadas e, em muitos casos, o duplo fluídico do médium se lhe assemelhava tanto, que parecia ser o próprio médium, então em sono profundo. (Pág. 256)

243. Nos fenômenos de transfiguração, em que a aparição modifica o seu aspecto, Delanne entende que o fato provém da ação do Espírito cujos traços são reproduzidos, uma vez que o médium desconhece, na maioria dos casos, o desencarnado que assim se manifesta. (Págs. 257 e 258)

244. Ora, se é o duplo do médium que tenta fazer que o tomem por um defunto, impossível lhe será falar na língua que em vida o morto usava, desde que não conheça tal idioma. Em apoio a essa explicação, Delanne relata vários casos ilustrativos, extraídos do livro Animismo e Espiritismo, do Sr. Aksakof. (Págs. 259 e 260)

A alma é imortal – Parte 10 e final

271. Num esboço feito pelo Dr. Hitchman, nota-se que, entre a cavidade do peito da forma materializada e a do médium, há um como feixe luminoso religando os dois corpos e projetando um clarão sobre o rosto do médium. Esse fenômeno foi observado muitas vezes nas materializações.

Compararam-no ao cordão umbilical. O Sr. Dassier o equipara, porém, a uma rede vascular fluídica, pela qual passa a matéria física, em particular estado de eterização. (Pág. 282)

272. O Sr. Aksakof, após examinar detidamente o gesso modelado da mão de Bertie, concluiu que, sem nenhuma dúvida, a materialização se efetua a expensas do médium e que o fenômeno é devido a uma combinação de formas orgânicas existentes. (Págs. 282 e 283)

273. Se essa teoria for exata, ou seja, se uma parte da matéria do corpo materializado é tomada do médium, este deve necessariamente experimentar diminuição de peso. É precisamente isso o que se dá, como foi muitas vezes comprovado. Florence Cook, ao ser pesada certa vez por William Crookes, acusou 112 libras de peso. Logo que Katie King se materializou completamente - informa a Sra Florence Marryat no seu livro There is no death - o peso da médium ficou reduzido à metade. (Pág. 283)