A cura, na visão espírita, deve ser entendida a partir da tríplice realidade do ser humano: Espírito-perispírito-corpo. O primeiro é a essência inteligente, imortal e indestrutível. É criado simples e ignorante e está sempre em processo evolutivo adquirindo experiências através das provas que se apresentam nas sucessivas reencarnações (O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, questão 115). Além dessa “carência evolutiva” por provas, o ser imortal corre o risco de exceder-se, afrontando as Leis Divinas gravadas na consciência (questão 621), adquirindo expiações para reparar o engano cometido.
Ainda, existem as missões em
que Espíritos nobres se valem da existência física para demonstrar como é
possível renunciar às paixões materiais frente a uma dificuldade de percurso.
Naturalmente, as tribulações da vida durante a encarnação também são causadas
pela imprudência, constituindo um grande conjunto de causas atuais das
aflições, como Allan Kardec explicou no capítulo V de O Evangelho Segundo o Espiritismo.