As mesas volantes

Com este título encontramos o artigo seguinte no Illustration de 1853, precedido das indispensáveis piadas que oferecemos aos nossos leitores.


“Trata-se das mesas girantes! Eis as mesas volantes! E não é de hoje que o fenômeno se produz. Existe há longos anos. Perguntais onde? Palavra que é um pouco longe, na Sibéria. Um jornal russo, Sjevernava Plschela, que quer dizer A Abelha do Norte, em seu número de 27 de abril último, contém sobre o assunto um artigo do Sr. Tscherepanoff, que viajou pela região dos Kalmuks. Eis um trecho:

A evolução dos mundos na visão espírita

Provavelmente você já se perguntou sobre vida em outros planetas, se elas existem, de que forma existem e se oferecem algum risco à nossa existência na Terra. Sempre aprendemos de forma científica que foi preciso um monte de variáveis para que o corpo humano se adaptasse aos diferentes mundos como calor demais, frio demais, gravidade, etc. Mas você já parou para pensar nos diferentes mundos, nos diferentes seres?

“Mundos” na visão da doutrina espírita é um tema recorrente entre os médiuns e estudiosos. Segundo nos revelam os Espíritos, a Terra nunca foi o único planeta habitado. Jesus sempre disse que na casa do Pai, há muitas moradas. O universo é a casa, as moradas são os diferentes planetas, os mundos. Assim como a doutrina sempre fala sobre a evolução do espírito, os mundos também podem progredir e cada um deles se encontra em diferentes graus na escala evolutiva. Quando um mundo evolui, os Espíritos que não acompanham são exilados para outro mundo, um mais inferior.

A vida em outros mundos

O escritor Eurípedes Kühl realizou uma intensa pesquisa para falar sobre a vida em outros mundos, sob o ponto de vista do Espiritismo. Ele reuniu os resultados na matéria a seguir, que pode servir de orientação para quem quiser se aprofundar no tema.

Há vida em outros mundos?

Desde que a Astronomia comprovou que a Terra é um planeta a girar em órbita cativa ao Sol, solidariamente com outros planetas, o homem fez a pergunta acima, que muito mais passou a ser repetida quando ficou provado que a quantidade de sóis e planetas é incontável.

Como é a vida em outros mundos, não há um único homem que possa afirmar e comprovar – só devanear, sonhar, ensaiar. Contudo, espíritos mais evoluídos que os terrestres, ao menos, podem informar, mediunicamente.

Nesta oportunidade, estaremos trazendo para os leitores a resposta dada por vários estudiosos, cada um a seu modo. Considerando o caráter eminentemente científico desta revista, que apropria do Espiritismo o que ele oferta sobre vários temas, inicialmente registraremos as premissas espíritas dessa tão apaixonante quanto instigante questão.

Desapego

A cultura do apego está muito presente desde a infância, quando se refere ao pai e a mãe como “meus pais”. Quando o brinquedo não pode ser compartilhado com o coleguinha porque ele é “meu brinquedo”. Nas relações afetivas, o outro as vezes é privado da liberdade e privacidade porque ele é “meu marido/esposa/namorado (a)”. Zíbia Gasparetto já dizia: ninguém é de ninguém!


O desapego é uma qualidade que muitos buscam desenvolver em suas vidas, pois acreditam que ele é essencial para alcançar a paz interior e a evolução espiritual. Uma perspectiva valiosa sobre o desapego pode ser encontrada na Filosofia Espírita, cujo fundador, Allan Kardec, ofereceu diversas reflexões sobre o tema em suas obras.

A trindade universal

A ideia da trindade é muito antiga e apareceu nas tradições religiosas dos mais diversos povos que marcaram presença na história humana. Assim é que, na Índia, era formada por Brama, Vishnu e Shiva; no Egito, por Osíris, Ísis e Hórus; na Caldéia, Oanes, Bim e Bel na Fenícia, Baal, Astartée e Belkarte; na Pérsia, Ormuzd, Ariman e Mitra; na Escandinávia, Odin, Frega e Thor; nas religiões naturalistas, Sol, Lua e Terra, apenas para dar alguns exemplos. Os celtas, por sua vez, tinham não uma trindade, mas suas famosas tríades, extraordinária fonte de estudo de sua sabedoria.


Incorporando as práticas de muitas crenças chamadas pagãs e absorvendo os símbolos sagrados das religiões mais antigas, o que redundou num verdadeiro sincretismo, o cristianismo também construiu sua trindade, dita Santíssima, formada por Pai, Filho e Espírito Santo. Em todos esses casos, observamos que os elementos da trindade são sempre pessoas, entes que têm uma concretude corporificada, e representam a divindade humanizada.

Aceitar e renovar

Aceitarás a dificuldade, não por fardo de aflição que te arrase as energias, mas por ensinamento que te habilite à mais ampla aquisição de experiência.


Não te rebelarás contra a enfermidade...

Saberás, no entanto, afastá-la com os recursos curativos de que disponhas, imitando o devotamento do lavrador que protege a enxada em cuja cooperação encontra o pão de cada dia.