Faixa de Gaza

Faixa de Gaza é um território palestino composto por uma estreita faixa de terra localizada na costa oriental do Mar Mediterrâneo, no Oriente Médio, que faz fronteira com o Egito no sudoeste (11 km) e com Israel no leste e no norte (51 km). O território tem 41 quilômetros de comprimento e apenas de 6 a 12 quilômetros de largura, com uma área total de 365 quilômetros quadrados.


A população da Faixa de Gaza é de cerca de 2,4 milhões de pessoas. Apesar da maior parte da população ter nascido na Faixa de Gaza, uma grande porcentagem se identifica como refugiados palestinos, que fugiram para Gaza durante o êxodo palestino que ocorreu após a Guerra árabe-israelense de 1948. A população é predominantemente muçulmana sunita. Com uma taxa de crescimento anual de cerca de 3,2%, a Faixa de Gaza tem a sétima maior taxa de crescimento demográfico do mundo, além de ser um dos territórios mais densamente povoados do planeta. A área sofre uma escassez crônica de água e praticamente não tem indústrias. A infraestrutura é precária, e quase nada foi refeito após os bombardeios israelenses de 2008-2009. A designação Faixa de Gaza deriva do nome da sua principal cidade, Gaza, cuja existência remonta à Antiguidade.

Cisjordânia

A Cisjordânia é um território sem saída para o mar perto da costa mediterrânea do Levante, que faz fronteira com a Jordânia e o Mar Morto ao leste e com Israel ao sul, oeste e norte. Sob ocupação israelense desde 1967, a área está dividida em 167 enclaves palestinos sob governo civil parcial da Autoridade Nacional Palestina e 230 assentamentos israelenses.

O nome de "Cisjordânia" foi dado ao território depois que ele foi capturado pela Jordânia na Guerra Árabe-Israelense de 1948, por se situar no lado oeste do Rio Jordão. A Jordânia posteriormente anexou o território em 1950 e o manteve até 1967, quando foi ocupado por Israel durante a Guerra dos Seis Dias de 1967.

Os Acordos de Oslo, assinados entre a Organização para a Libertação da Palestina e Israel, criaram distritos administrativos com vários níveis de autonomia palestina dentro de cada área. A área C, na qual Israel manteve o controle civil e de segurança completo, é responsável por mais de 60% do território da Cisjordânia. A Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental, tem uma área de terra de 5.640 km² mais uma área de água de 220 km², consistindo na parte noroeste do Mar Morto. Em julho de 2017, tinha uma população estimada de 2.747.943 palestinos, e aproximadamente 391 mil colonos israelenses, além de outros 201,2 mil colonos em Jerusalém Oriental.

A comunidade internacional considera os assentamentos israelenses na Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental, como ilegais sob o direito internacional, embora Israel conteste isso A decisão consultiva do Tribunal Internacional de Justiça (2004) concluiu que os eventos que ocorreram após a ocupação de 1967 da Cisjordânia por Israel, incluindo a Lei de Jerusalém, o tratado de paz de Israel com a Jordânia e os Acordos de Oslo, não mudaram o status da Cisjordânia (incluindo Jerusalém Oriental) como território ocupado por Israel.

Jerusalém

Jerusalém é uma cidade localizada em um planalto nas montanhas da Judeia entre o Mediterrâneo e o mar Morto, é uma das cidades mais antigas do mundo. É considerada sagrada pelas três principais religiões abraâmicas — judaísmo, cristianismo e islamismo. A cidade é alvo de uma longa disputa entre israelenses e palestinos.

Durante a sua longa história, Jerusalém foi destruída pelo menos duas vezes, sitiada 23 vezes, atacada 52 vezes e capturada e recapturada outras 44 vezes. A parte mais antiga da cidade foi estabelecida no IV milênio a.C. Em 1538, muralhas foram construídas em torno da cidade sob o regime de Solimão, o Magnífico. Atualmente aqueles muros definem a Cidade Antiga, que é dividida em quatro bairros — armênio, cristão, judeu e muçulmano — desde o início do século XIX. A Cidade Antiga se tornou um Patrimônio da Humanidade em 1981, e desde 1982 que está na lista de patrimônios em perigo. A Jerusalém moderna cresceu muito para além dos limites da Cidade Antiga.

Hamas

O Hamas, oficialmente conhecido como Movimento de Resistência Islâmica é uma organização política e militar sunita islâmica que governa a Faixa de Gaza nos territórios palestinos. Embora tenha sua sede na Cidade de Gaza, também tem presença na Cisjordânia (o maior dos dois territórios palestinos), onde seu rival secular, o Fatah, exerce controle. Hamas é amplamente considerado a "força política dominante" nestes territórios.

Hamas é uma organização política e militar palestina fundada em 1987 por Ahmed Yassin, um imã e ativista palestino. Surgiu a partir de um grupo chamado Mujama al-Islamiya, estabelecido em Gaza em 1973 como uma instituição de caridade religiosa associada à Irmandade Muçulmana egípcia. Ao longo dos anos, o Hamas se envolveu cada vez mais no conflito israelense-palestino; no final da década de 1990, foi contra as Cartas de Reconhecimento mútuo Israel-Palestina da Organização para a Libertação da Palestina, bem como os Acordos de paz de Oslo, nos quais o Fatah renunciou "ao uso de terrorismo e outros atos de violência" e reconheceu Israel em busca de uma solução de dois estados. O Hamas continuou a advogar pela resistência armada palestina. Em 2006, venceu as eleições legislativas palestinas, obtendo maioria no Conselho Legislativo Palestino. Posteriormente assumiu o controle da Faixa de Gaza após uma guerra civil com a Fatah em 2007. Desde então, tem governado Gaza como um estado autocrático de fato e de partido único.

Xiitas e Sunitas

Xiitas e Sunitas são duas vertentes distintas dentro do islamismo, dissidentes de interpretações religiosas e sucessórias conflitantes. A divisão remonta ao início do Islã e a sucessão após a morte do Profeta Muhammad. Essas duas vertentes, que compreendem a maioria dos muçulmanos no mundo, diferem em questões de liderança, interpretação religiosa e práticas.

Os Xiitas são encontrados principalmente em nações como o Irã, Iraque e Líbano, enquanto os Sunitas predominam em regiões como a Arábia Saudita e a Turquia. Essas diferenças resultaram em conflitos em locais como o Iraque, Síria e Líbano, frequentemente decorrentes de disputas políticas e divisões sectárias. Apesar das tensões, Xiitas e Sunitas ocasionalmente colaboram em situações específicas, como na luta contra o Estado Islâmico, embora suas discordâncias fundamentais persistam.

Resumo sobre Xiitas e Sunitas

·        Xiitas e Sunitas representam as duas principais vertentes do Islã, com distinções significativas na liderança e interpretação religiosa.

·        A história dos Xiitas e Sunitas tem raízes na sucessão após a morte do Profeta Muhammad, desencadeando a divisão das comunidades muçulmanas.

·        As diferenças entre Xiitas e Sunitas englobam liderança, práticas religiosas e interpretação da história islâmica, influenciando suas vidas cotidianas.

·        Os Xiitas concentram-se principalmente em nações como o Irã, Iraque e Líbano, enquanto os Sunitas são predominantes em locais como a Arábia Saudita e a Turquia.

·        Conflitos entre Xiitas e Sunitas eclodiram em regiões como o Iraque, Síria e Líbano, resultando de disputas políticas e divisões sectárias.

·        Apesar das diferenças, Xiitas e Sunitas podem colaborar em situações específicas, como na oposição ao Estado Islâmico, mas suas discordâncias fundamentais persistem.

Guerra dos seis dias

A Guerra dos Seis Dias, também conhecida como Guerra de Junho de 1967 ou Guerra árabe-israelense de 1967 ou ainda Terceira Guerra Árabe-Israelense, foi o conflito que envolveu Israel e os países árabes — Síria, Egito, Jordânia e Iraque apoiados pelo Kuwait, Arábia Saudita, Argélia e Sudão — entre 5 e 10 de junho de 1967. 


Pelo efeito surpresa do ataque preventivo, a guerra se transformou em uma clara vitória israelense, apesar da superioridade numérica e material dos árabes. A vitória esmagadora de Israel o elevou à condição de potência militar incontestável no Oriente Médio e lhe deu imenso prestígio em escala global.

A guerra foi lançada por Israel em reação aos movimentos das tropas egípcias, após o bloqueio do Estreito de Tiran aos navios israelenses pelo Egito, em 23 de maio de 1967 (os israelenses haviam anunciado anteriormente que considerariam este ato como um casus belli). Na noite do primeiro dia de guerra, metade da força aérea árabe fora destruída; na noite do sexto dia, os exércitos egípcio, sírio e jordaniano estavam derrotados. Os tanques do exército israelense empurraram seus adversários em todas as frentes. Em menos de uma semana, o Estado judeu triplicou seu domínio territorial: o Egito perdeu a Faixa de Gaza e a Península do Sinai, a Síria foi amputada das colinas de Golã e a Jordânia da Cisjordânia e Jerusalém Oriental. Ainda mais simbólico do que a derrota árabe foi a captura da cidade velha de Jerusalém.