Jesus diante de Pilatos. Jesus é
entregue para ser crucificado
(Mateus,
27:11-26; Lucas 23:1-25)
1. Logo pela manhã
reuniram-se em conselho os príncipes dos sacerdotes, os anciães, os escribas e
todo o Sinédrio e, manietado que foi Jesus, o levaram e entregaram a Pilatos. 2.
Este lhe perguntou: És o rei dos Judeus? Respondeu Jesus: Tu o dizes. 3. E como
os príncipes dos sacerdotes o acusassem de muitas coisas, 4. Disse-lhe Pilatos:
Nada respondes? Vê de quantas coisas te acusam. 5. Jesus, porém, nada mais
respondeu, causando isso admiração a Pilatos. 6. Ora, costumava este, pela
Páscoa, soltar um preso cuja liberdade o povo pedisse. 7. E na ocasião um
havia, de nome Barrabás, que num motim, com outros sediciosos, praticara um
homicídio. 8. Acorrendo então a turba ao pretório se pós a pedir-lhe que
fizesse o que costumava fazer. 9. Perguntou Pilatos: Quereis que vos solte o
rei dos Judeus? 10. Ele bem sabia que só por inveja havia sido Jesus levado à
sua presença pelos príncipes dos sacerdotes. 11. Estes, porém, concitaram o
povo a pedir que antes fosse solto Barrabás. 12. Inquiriu então Pilatos: Que
quereis nesse caso que eu faça do rei dos Judeus? 13. Clamaram os da turba:
Crucifica-o! 14. Pilatos obtemperou: Mas que mal fez ele? Clamando com mais
força, responderam-lhe: Crucifica-o! 15. À vista disso, Pilatos, que desejava
satisfazer ao povo, soltou-lhe Barrabás e, depois de, por sua ordem, ter sido
Jesus açoitado, o entregou para ser crucificado.
A diversidade que se nota
entre o texto de Lucas e os dos outros Evangelistas não nos deve surpreender,
nem embaraçar, pois sabemos que cada um deles tinha que entrar em
particularidades especiais. Assim, o que um, refere sumariamente, outro relata
descendo a minúcias. Desse modo, as narrações sempre se explicam e completam
reciprocamente.