A caridade não é um símbolo morto que deveremos erigir como parte da mitologia universal de todos os povos, estimulando e alimentando a vaidade, atingindo o orgulho das raças. Ela é uma luz inextinguível e benfeitora, oriunda do coração de Deus. Por onde passa, acorda os que dormem nas ilusões; onde clareia, desperta os que estão mortos pela ignorância; onde ilumina, mostra que devemos amar a Deus sobre todas as coisas.
A caridade é força que liberta a criatura do apego; a benevolência é educação orientando as almas nos caminhos do entendimento; a caridade é força do bem que não morre; a caridade é disciplina nas estradas do dever onde nasce a sabedoria; a caridade é a fala que ajuda a esclarecer sem reclamar; a caridade é o sorriso como flor do entendimento, ampliando os sentimentos de fraternidade; a caridade é clima de trabalho e de progresso; a caridade é o homem de ontem na reforma do hoje.
Caridade é o mesmo amor,
onde Jesus expressa vida, na vida dos povos.
A caridade, depois do
Mestre, passou a ser um sol que ilumina a senda das criaturas, educando e
instruindo.
(Página recebida em 07/09/84,
no Centro Espírita A Caminho da Luz, Campo Grande, MS.)
Do livro Páginas Esparsas,
pelos Espírito Scheilla e José Grosso.

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