AS
LEIS MORAIS
CAPÍTULO IX – LEI DE IGUALDADE
Desigualdades sociais
807. Que se deve pensar dos
que abusam da superioridade de suas posições sociais, para, em proveito próprio,
oprimir os fracos?
“Merecem
anátema! Ai deles! Serão, a seu turno, oprimidos: renascerão numa existência em
que terão de sofrer tudo o que tiverem feito sofrer aos outros.” (684)
Opressão aos mais fracos
O que se deve pensar dos
opressores que se encontram em toda parte, espalhando o sofrimento,
principalmente aos fracos, os já oprimidos pelos seus próprios atos do passado?
Eles deverão continuar a nascer, e a natureza os corrigirá por duros processos.
Depois dessa esfrega, aprenderão a respeitar aos seus semelhantes onde eles
estiverem, na posição a que forem chamados para o seu progresso.
Cabe, principalmente aos espíritas, divulgar a mensagem da reencarnação, no sentido de que se evitem muitos dissabores nos caminhos dos que tendem às perseguições aos opressores, dos que usam sua posição social bem posta para ofender e exigir.
Todos os nossos gestos,
todos os nossos feitos são sementes que lançamos na Terra dos que nos ouvem e
daqueles que violentamos; a semeadura é livre, contudo, a colheita é
obrigatória. As posições sociais são mutáveis; os bens materiais que se tem
hoje, no amanhã podem faltar. Não somos donos de nada, pois tudo pertence ao
Criador; o que Ele nos dá agora, pode tomar depois, se não soubermos fazer uso
dos bens que nos confiou. Somente podemos mudar de pensamentos com a presença
de Jesus no coração; abramo-lo, para que Ele possa entrar e reinar no centro de
nossas vidas.
Enquanto ignorarmos essa
ciência, sofreremos por nossa ignorância. Ativemos nossa razão, para que essa
razão dê lugar a outras qualidades espirituais e possamos sentir e procurar a
felicidade. Vejamos o que anotou Lucas, no capítulo um, versículo trinta e
três:
Ele reinará para sempre
sobre a casa de Jacó e o seu reinado não terá fim.
A casa de Jacó para os
nossos dias é a nossa consciência, que despertando para a verdade sabemos guiar
para o caminho da perfeição.
A missão do Espiritismo no
mundo é fazer conhecida a mensagem do Cristo para a humanidade. Ele comanda por
dentro e por fora das criaturas, despertando almas e ativando consciências, de
maneira a acender a luz de Deus dentro das almas em marcha divina.
Os espíritas têm à sua
frente muita coisa para fazer; em primeiro lugar, o conserto de si mesmos,
depois, ajudar aos outros pelo exemplo de vida reta, na retidão de Jesus, acendendo
luz em toda parte aonde forem chamados a servir. Ouçamos o chamado dos
benfeitores da espiritualidade, que disseram e continuam a dizer
- "Espíritas! Amai-vos
e instruí-vos!", porque assim poderemos servir de guias para os que se
encontram na retaguarda e poderemos ajudar no silêncio, construindo o céu na
própria vida.
Se queremos herdar o bem,
plantemos o bem; se queremos a caridade, façamo-la; se queremos ser amados,
amemos a todos na mesma extensão da fraternidade. Dos que ainda perseveram no
erro e na maldade, devemos ter piedade, pois no amanhã encontrarão quem lhes
dará as mãos. Esqueçamos os velhos erros pela corrigenda, e trilharemos os
caminhos de luz, pelos processos da paz de consciência, sob a proteção do
Cristo de Deus.
O homem verdadeiramente
superior é aquele que não se mostra como tal. Os que oprimem, somente buscam as
coisas exteriores. Os seus caminhos são duros de passar, mas somente assim
poderão conhecer as lições da honestidade e do amor para com todos e para com
tudo.
O livro dos Espíritos. Allan Kardec. Tradução de Guillon Ribeiro. FEB, DF.
Filosofia espírita. Psicografada por João Nunes Maia/Miramez. Fonte viva, Belo Horizonte. 10 volumes.
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