AS
LEIS MORAIS
CAPÍTULO IX – LEI DE IGUALDADE
Desigualdade das riquezas
813. Há pessoas que, por
culpa sua, caem na miséria. Nenhuma responsabilidade caberá disso à sociedade?
“Mas,
certamente. Já dissemos que a sociedade é muitas vezes a principal culpada de
semelhante coisa. Demais, não tem ela que velar pela educação moral dos seus membros?
Quase sempre, é a má educação que lhes falseia o critério, ao invés de
sufocar-lhes as tendências perniciosas.” (685)
Culpa da sociedade
A sociedade, em muitos
casos, é culpada pela decadência moral, e mesmo física, dos seus membros. Essa
parcela de culpa é que gera o carma coletivo, que vai se avolumando e em
determinada época transborda em tormentos sobre a coletividade.
O Cristo veio nos ajudar neste sentido, a educar as criaturas em tudo o que lhes possa aliviar as faltas e até mesmo extinguir o chamado pecado. Devemos ler e meditar os ensinamentos de Jesus, para reconhecer a nossa posição ante a sociedade em que vivemos. Se não partilhamos com o mal para os povos, não sofreremos os reveses desse mal; se nossas sementes forem boas, colheremos os frutos correspondentes ao que semeamos. Isso é lei da justiça que vibra em toda parte.
Ninguém recebe o que não
merece, em qualquer campo de trabalho na vinha do Pai. Em todos esses
sofrimentos coletivos, quase sempre todos nós temos culpas, porque, se não
estamos efetivamente ajudando a errar, estamos pensando, criando ideias
inadequadas, de modo a inspirar os mais ignorantes para praticar o mal. Isso é
muito sério. O filho, quando sai, volta depois à casa paterna; também, e
principalmente em relação aos pensamentos, como sementes de vida que são
semeadas por nós na lavoura de Deus, os frutos vêm ao nosso encontro, como o
que pedimos a Deus.
Para que a humanidade creia
nesta verdade do plantio e colheita, é necessário que aconteça o fenômeno com
ela. Para esse exemplo, vamos consultar João, no capítulo seis, versículo
trinta: Então lhes disseram eles: Que
sinal fazes para que os vejamos e creiamos em ti? Quais são os teus feitos?
Os sinais dos feitos
realizados por eles aparecerão nos caminhos humanos. Tudo que se faz, tem a
resposta com a mesma qualidade de sentimentos. Somente assim podemos reconhecer
que não vale a pena fazer o mal, porque esse mal se transforma em espinhos para
os nossos caminhos.
É muito difícil, mas sempre
existem pessoas dentro da sociedade que já se educaram e não sofrem as
consequências do carma coletivo. A lei o defende e o justo é sempre protegido,
onde quer que esteja, pela graça e o amor de Deus. Até a natureza o defende de
todas as investidas do mal.
Devemos empregar o nosso
tempo na própria elevação espiritual, não esquecendo do nosso próximo naquilo
que possa ajudá-lo pois essa semente do bem-estar que semeamos, virá garantir
em nossas mãos o fruto de luz que tem o poder de saciar a nossa consciência. é
possível que todos entendam a verdade, mas para isso é preciso tempo, porque
somente pela maturidade espiritual pode-se chegar a este estado de graça. Antes
disso, deveremos passar por caminhos dolorosos, colhendo o que plantamos e
morando na casa moral que nós mesmos edificamos para o coração.
A vida é um processo de dar
e receber, selecionando essas dádivas pela Lei de Justiça.
Nenhum comentário:
Postar um comentário