AS
LEIS MORAIS
CAPÍTULO I – A LEI DIVINA OU NATURAL
Caracteres da lei natural
618. São as mesmas, para
todos os mundos, as leis divinas?
“A
razão está a dizer que devem ser apropriadas à natureza de cada mundo e
adequadas ao grau de progresso dos seres que os habitam.”
Leis universais
As leis universais são as
mesmas para toda a criação. É por isso que elas são assim chamadas, por
pertencerem à unidade divina. Deus é somente UM para todas as humanidades, no
entanto, essas mesmas leis se expressam em cada mundo de acordo com à sua
evolução espiritual, e os que ali vivem compreendem essas leis com a capacidade
desenvolvida que possuem. Isso é a justiça, o amor que faz o Senhor conhecido
por todos os seres.
Mesmo na Terra, acontece esse fenômeno da presença da lei em cada criatura; as interpretações são diferentes, conforme a evolução de quem vai receber a corrigenda, de quem vai se orientar sob a luz do que entender.
"O Livro dos
Espíritos" assim nos informa, em se referindo às leis: A razão está a
dizer que devem ser apropriadas à natureza de cada mundo e adequadas ao grau de
progresso dos seres que os habitam.
As leis são imutáveis, e as
mesmas para todos os mundos. As mudanças que por vezes verificamos, estão na
qualidade espiritual de cada um, pois as leis vão se expressando com mais
nitidez, de acordo com a altura do seu crescimento espiritual. Vamos para um
exemplo mais simples, para que possamos entender todos os outros: Deus deixou
na Terra todo o material para o conforto das criaturas, sem nada faltar. No
entanto, somente é dado aos homens desfrutar deste conforto, pelo uso da
inteligência que a razão expressa.
Por que a lei não é a mesma
para os animais, os pássaros, enfim, para todos os seres? Elas são as mesmas,
porém, atingem cada lugar e cada ser vivente de acordo com a sua posição na
escala da elevação espiritual. E isso se opera para o despertamento das qualidades
que todos temos. Tudo age com sabedoria divina.
Os tempos estão chegando, de
modo a nos mostrar, não a evolução da lei de Deus, que é imutável, mas o
crescimento de todas as coisas e dos próprios homens. Deste modo, as mesmas
leis passam a ser mais visíveis e mais reais na sua aparência divina.
Ninguém se encontra
desamparado. Observemos o Sol: ele despeja seus raios de vida para todos os
seres e todas as coisas, e ainda para outros mundos, cujo tipo e modo de vida
escapam ao conhecimento dos homens. Entretanto, esse sol não é sentido do mesmo
modo para todas as criaturas, e não surte o mesmo efeito, apesar da igualdade
do modo com que se distribui. Tornamos a dizer, é a Justiça Divina operando
pelos processos do amor.
Coloquemos novamente uma lei
natural e universal como exemplo: Reencarnação. Ela se encontra em todos os
mundos, agindo e operando a transformação dos Espíritos, mas em cada mundo se apresenta
diferenciada, embora seja sempre a mesma lei, no fundo da troca de vestes para
se expressar a luz.
Os animais não reconhecem a
Deus como os homens, mas reconhecem o Criador através dos homens. A maneira dos
homens entenderem o Senhor é bem diferente, porque diferente é seu estado
espiritual. E os Espíritos puros? A maneira que têm de reconhecer a Deus é bem
diferente da dos homens. Mas é o mesmo Deus que opera em tudo. O Todo Poderoso
é imutável na sua estrutura, para todos nós desconhecida.
Falando sobre a lei de Deus,
relembramos: ela é eterna e imutável como o próprio Deus.
O livro dos Espíritos. Allan Kardec. Tradução de Guillon Ribeiro. FEB, DF.
Filosofia espírita. Psicografada por João Nunes Maia/Miramez. Fonte viva, Belo Horizonte. 10 volumes.
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