AS
LEIS MORAIS
CAPÍTULO I – A LEI DIVINA OU NATURAL
Conhecimento da lei natural
619. A todos os homens
facultou Deus os meios de conhecerem Sua lei?
“Todos
podem conhecê-la, mas nem todos a compreendem. Os homens de bem e os que se
decidem a investigá-la são os que melhor a compreendem. Todos, entretanto, a
compreenderão um dia, porquanto forçoso é que o progresso se efetue.”
A.K.:
A
justiça das diversas encarnações do homem é uma consequência deste princípio,
pois que, em cada nova existência, sua inteligência se acha mais desenvolvida e
ele compreende melhor o que é bem e o que é mal. Se numa só existência tudo lhe
devesse ficar ultimado, qual seria a sorte de tantos milhões de seres que
morrem todos os dias no embrutecimento da selvageria, ou nas trevas da
ignorância, sem que deles tenha dependido o se instruírem? (171-222)
Conhecimento das leis
Precisamos firmar mais na mente que Deus é Pai amoroso e que jamais ama um filho mais que outro. O Seu amor é universal em todos os aspectos da vida eterna. Como compreender um Deus egoísta, orgulhoso e separativista, se Ele é unidade, é harmonia perfeita?
Devemos sempre consultar o
Evangelho de Jesus, que logo notamos o que é Deus, ante a Sua paternidade
Universal. Deus facultou a todas as criaturas conhecerem as leis criadas por
Ele. Os homens, quando fazem uma lei, não a divulgam para que todos possam
conhecê-la? O conhecimento é uma advertência para que possamos respeitar as
leis, entrementes, não é dado a todos a perceberem como elas são, devido à
posição espiritual de cada ser. Mas, aí chega a misericórdia divina, servindo
de instrumento aos mais sábios, para orientar os que ignoram as verdades
espirituais.
As religiões têm esse dever
de tornar visíveis as leis de Deus e induzir os homens à sua prática, para que
esses sejam mais felizes. O avanço desses conhecimentos depende muito de cada
ser, da sua boa vontade de aprender, de melhorar suas condições espirituais.
Jesus, como Governador do planeta, não esqueceu de enviar, bem antes da Sua
vinda, grandes missionários, entregando aos homens revelações de leis mais
claras; e Ele viria depois, para confirmar tudo o que foi dito por eles.
O Mestre não veio destruir a
lei, mas apenas confirmá-la com mais claridade. Ele não veio mudar a lei
imutável criada por Deus, mas dar-lhe cumprimento, como fez a Doutrina dos
Espíritos, pelas comunicações mediúnicas. Nada está sendo mudado, da maneira
que se possa entender como mudanças, apenas abrindo mais os olhos das
criaturas, para verem mais de perto as leis naturais, criadas e estabelecidas
por Deus.
Depois que Jesus deu a
conhecer o que os homens já poderiam assimilar, a responsabilidade aumentou, e
Ele mesmo acentuou para o nosso bem, conforme anotado por Mateus, no capítulo
sete, versículo dois: Pois com o critério com que julgardes, sereis
julgados; e com a medida com que tiverdes medido, vos medirão também.
Pelo crescimento dos
Espíritos na ascensão espiritual, as responsabilidades passam a crescer
igualmente, mas o Mestre não esquece as normas que devemos seguir e nos livrar
do mal. Se observarmos a lei dentro da sua perfeita justiça, seremos livres do
mal.
Vejamos a esperança que
"O Livro dos Espíritos" nos traz, quando esclarece sobre o
conhecimento das leis de Deus: Todos, entretanto, a compreenderão um dia,
porquanto forçoso é que o progresso se efetue.
Reconhecemos que Deus é
amor, pois não esquece os homens e, muito mais, aciona o progresso para que
esse faça dos seres de outros reinos os próprios homens. O ensejo de crescer é
para todos, sem exceção, para a glória da vida.
O livro dos Espíritos. Allan Kardec. Tradução de Guillon Ribeiro. FEB, DF.
Filosofia espírita. Psicografada por João Nunes Maia/Miramez. Fonte viva, Belo Horizonte. 10 volumes.
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