AS
LEIS MORAIS
CAPÍTULO IX – LEI DE IGUALDADE
Igualdade dos direitos do homem e da
mulher
820. A fraqueza física da
mulher não a coloca naturalmente sob a dependência do homem?
“Deus
a uns deu a força, para protegerem o fraco e não para o escravizarem.”
A.K.:
Deus
apropriou a organização de cada ser às funções que lhe cumpre desempenhar.
Tendo dado à mulher menor
força física, deu-lhe ao mesmo tempo maior sensibilidade, em relação com a
delicadeza das funções maternais e com a fraqueza dos seres confiados aos seus
cuidados.
Dependência
Deus deu a força a uns para
defenderem aos fracos, e não para maltratá-los, nem explorá-los. Quem assim o
faz, responderá pelas consequências. Já dissemos que homem e mulher se
completam para a felicidade dos dois que, unidos, percebem com mais
profundidade a beleza da vida.
O casal troca energias, na sutileza da vida, que nenhuma ciência da Terra pode igualar, com a mesma eficiência. Neste caso, somente o coração pode servir de laboratório divino, na divina ascensão dos Espíritos, transformando a força de Deus em amor, no quilate que necessita para viver em plena harmonia, que se expressa em alegria superior.
Aquilo que se chama de
dependência não é escravidão e, sim, situação indispensável para o complemento
da aquisição do estado de felicidade da Terra. O homem, no que tange à
fortaleza, não é, e não poderemos considerá-lo, como bruto ou violento; ele
passa por um estado de vida temporário na arregimentação de valores para o
equilíbrio da sua vida diante dos compromissos assumidos. A vida deu à mulher
menos força física, entretanto, dotou-a de sensibilidade maior, como que
buscando, nas regiões espirituais, ideias e condições elevadas, como uma ponte
da Terra ao Céu, para que pudesse educar seus filhos com o amor que lhe compete
doar.
Mas, como se encontram no
mundo, o homem tem a razão mais apurada para as devidas atividades de que
necessita um lar; o homem tem a razão e a mulher, intuição. A mulher que,
geralmente, é dada à renúncia em favor dos filhos e do lar em paz, ganha muito
em Espírito. Aparentemente, mostra pobreza de Espírito, como se diz no mundo,
no entanto, vejamos o que Jesus fala neste sentido, conforme anotado por
Mateus, no capítulo cinco, versículo três:
Bem-aventurado os humildes
de Espírito, porque deles é o reino dos céus.
Vejamos, também, na carta de
Tiago, no capítulo um, versículo doze:
Bem-aventurado o homem que
suporta com perseverança a provação; porque, depois de ter sido aprovado,
receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam.
O dever do homem é suportar
todas as adversidades do mundo, vencendo-as, para receber a coroa da vida no
mundo espiritual. E os dois juntos novamente, no mundo dos Espíritos, serão
abençoados para novas etapas, buscando vencer as provas que eliminam os
resíduos da velha consciência.
Não existe dependência, em
se referindo ao aspecto negativo, quando o indicado para ser dependente ama e
serve em nome de Jesus. Deus nos coloca em lugares apropriados para o devido
despertamento dos valores imortais da vida. Quem abusar das oportunidades,
responde pelas distorções que praticar, seja homem ou mulher.
Mas, Jesus, pela Doutrina
dos Espíritos, veio por misericórdia ensinar às criaturas como proceder ante a
sociedade e Deus, limpando os caminhos que devem percorrer e preparar o campo
aonde forem chamados para servir.
A felicidade tem começo no
próprio coração, que é a sala de visita da consciência.
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