AS
LEIS MORAIS
CAPÍTULO IX – LEI DE IGUALDADE
Igualdade dos direitos do homem e da
mulher
821. As funções a que a
mulher é destinada pela Natureza terão importância tão grande quanto as deferidas
ao homem?
“Sim,
maior até. É ela quem lhe dá as primeiras noções da vida.”
Funções da mulher
As funções da mulher são
grandiosas, por vezes até maiores que as do homem, pois é ela que gera filhos
na sua intimidade, alimentando-os com o seu amor.
A geração de um filho, pode-se dizer que é a maravilha das maravilhas. Quem não vê Deus neste fenômeno, é cego, por não querer examinar os processos da vida. Isso é a manifestação da própria Divindade dentre os seres encarnados, que opera nos animais, nas aves e mesmo no reino vegetal, em se observando os frutos e as flores.
A função da mulher no lar é
divina, mesmo tendo expressão humana. Quando se diz que a mulher é parte fraca,
é por força de expressão; diante do corpo do homem, é um complexo humano
aprimorado que o futuro espera para grandes realizações. Não se quer aqui
desprezar o seu companheiro, que ocupa na vida funções grandiosas também; cada
um no seu lugar, onde Deus põe as criaturas para a co-realização de muitas
coisas, buscando sua própria paz. Se Deus fez o homem e a mulher, qual de nós
poderemos menosprezar a vontade do Criador? A razão do Espírito tem pouco
alcance no que tange à verdade. Somente Deus sabe de tudo; sendo onisciente e
onipresente, gera a vida sem erro.
Os seres humanos têm olhos e
não veem; têm ouvidos e não ouvem; são dotados de muitos sentidos, mas dormem
pela ignorância, por isso não se interessam pela verdade. Os que sabem mais um
pouco, reconhecem com isso que nada sabem ante a presença do Criador. A
humanidade se encontra caminhando para melhores dias em tudo, até e mesmo no
que se refere ao aperfeiçoamento do instrumento físico, que ainda deixa muito a
desejar, quando o comparamos ao de um mundo altamente evoluído; no entanto, o
corpo de carne na Terra é uma bênção de Deus, instrumento divino para o
aperfeiçoamento das almas.
Em João, capítulo seis,
versículo quarenta e oito, se vê narrado assim:
Eu sou o pão da vida.
Mas, como encontrar esse pão
da vida, para que não tenhamos mais fome? Somente a reencarnação pode nos
despertar para essa procura, porque as provações despertam as criaturas para
tais interesses. Jesus é o pão da vida, mas como encontrar Jesus? é pelas vidas
sucessivas, pois, por elas, recordamos e fixamos na consciência o que a teoria
nos ensinou no mundo espiritual. Não podemos esquecer que foi a Doutrina
Espírita que mais explicou e revelou essa verdade aos homens que, conscientes
dela, entendem a libertação física mais próxima do Pão da Vida, que se aproxima
mais de nós, a saciar a nossa fome.
Se a mulher é que dá aos
homens as primeiras noções de vida, ela merece o respeito de todos e a devida
atenção para cumprir ainda melhor sua missão, que beneficiará a todos.
Nós, do plano espiritual,
falando às mulheres, tornamos a dizer que elas são o ponto alto para nós, onde
poderemos derramar os elevados conceitos no silêncio para os seus corações
sensíveis, e que possam direcionar todos eles para a educação daqueles que as
rodeiam. Que não percam a paciência, pois ninguém perde em ser dócil aos
ensinamentos de Jesus. Preparem-se para os dias de amanhã, onde os próprios
homens enriquecerão seus valores na condição de companheiros e irmãos na mesma
jornada, e que o terceiro milênio seja abençoado por Deus pelos canais de Jesus
Cristo, para que a Terra seja o paraíso prometido e esperado pelos homens de
fé. No entanto, isso é conquista de todas as criaturas reunidas.
O livro dos Espíritos. Allan Kardec. Tradução de Guillon Ribeiro. FEB, DF.
Filosofia espírita. Psicografada por João Nunes Maia/Miramez. Fonte viva, Belo Horizonte. 10 volumes.
Nenhum comentário:
Postar um comentário